O Inimigo do Mundo
Lançada 2º Edição
Agora a pouco a Jambô Editora divulgou o lançamento da segunda edição do primeiro volume da assim conhecida Trilogia Tormenta, formada pelos títulos O Inimigo do Mundo, O Crânio e o Corvo e O Terceiro Deus, os livros que mudaram a forma de se ver o mundo de Arton e hoje – tal qual Holy Avenger ao seu tempo – é o principal épico transformador do cenário.
O livro que estava esgotado em todo o país desde meados do ano passado enfim foi lançado, neste mês em que o cenário de Tormenta completa dez anos. Ele traz, além das ilustrações originais que ficaram de fora da primeira edição, comentários do autor de RPG nacional mais pop dos últimos anos, Leonel Caldela.
Infelizmente, uma edição que tinha tudo para ser histórica acabou com um “pequeno” detalhe negativo que logo de cara deixou os fãs entristecidos, por falta de um termo melhor. A capa não foi assinada pelo artista responsável pelas obras de arte de C&oC e OTD – Greg Tochini – mas sim por… bem, não sei quem foi. Mas saiu com uma baita cara de que foi feita às pressas.
Não sou exatamente profissional de arte, mas o que mais incomoda não é nem a cor de fundo escolhida (que não tem nem de perto qualquer relação com as dos demais títulos, justamente numa edição que vinha para padronizar os três volumes) ou o fato de ser apenas um zoom photoshopeado do já famoso mapa de Arton, mas a mão cartunesca contrasta demais com o restante da arte que puxa para um lado mais clássico, ainda mais com os traços do albino sendo simplesmente riscados à lápis e deixado em branco.
Pelo pronunciamento feito no blog dot20, a própria editora ficou triste com o fato do artista habitual não estar disponível atualmente, e conhecendo o trabalho bacana da Jambô, ficou claro o quão difícil foi optar pelo prazo prometido para com seus consumidores que estavam dependendo deste livro para completar suas trilogias ao invés de aguardarem a arte final.
De qualquer maneira, o livro é épico e vale muito a pena. Deixando de lado a capa, é um dos melhores textos de fantasia que já li, sem sombra de dúvida, e só perde no todo da obra para sua sequência direta, o Crânio e o Corvo. E ainda por cima está barato, com frete grátis direto da Loja Jambô. Para quem ainda não leu, está ai uma nova chance de completar a coleção.
E que esta tiragem também se esgote e venha a terceira edição =D
| Print article | This entry was posted by Mephisto on May 25, 2009 at 5:15 pm, and is filed under Tormenta. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |



































about 9 months ago
Amigos, o assassinato ocorrido em Ouro Preto que a mídia adora culpar o “RPG” foi a julgamento hoje. Infelizmente, novamente a mídia atacou o jogo como se ele fosse responsável pela morte da garota. Na Rede Alterosa, a afiliada do SBT em MG, os repórteres deram ênfase no que eles chamaram “o crime do RPG”. Como isso ofende muita gente, principalmente nós, jogadores, fiz um e-mail para a emissora. Gostaria de apresentá-lo aqui, e também sugerir que, caso alguém também se sinta indignado, mande uma mensagem para lá no site:
http://www.alterosa.com.br/html/capa_faleconosco/capa_faleconosco.shtml
Aqui vai o e-mail:
Sr. Leopoldo Siqueira e amigos da Alterosa,
Acompanho diariamente o programa “Alterosa Esporte”, mas na data de hoje ouvi você dizer uma coisa que me fez repensar se realmente vale a pena ver um programa com um comunicador irresponsável em seu comando. Sei que errar é humano, mas no papel de vocês, formadores de opinião, esse tipo de erro causa estragos em muitas vidas. Falo do momento em que você falou sobre a matéria do crime em Ouro Preto, chamando-o de “Crime do RPG”.
Leopoldo, você deveria ter um maior cuidado com as coisas que diz ao vivo. O RPG é um jogo, que tem como objetivo divertir pessoas. No RPG, não há mortes de verdade, mas de faz-de-conta, como tem em jogos infantis como o de polícia e ladrão. O RPG não cria bandidos. Se isso fosse verdade, os EUA seria uma nação de criminosos, porque vinte milhões de pessoas jogam lá. Quando você diz “crime do RPG”, você ofende todos os praticantes desse hobby no Brasil, de uma forma equivocada. Não sei se aquelas pessoas são realmente culpadas daquele crime, mas se forem, tomara que sejam condenadas. Porém, você não pode “generalizar” um hobby, tornando seus praticantes um bando de criminosos.
A generalização é um erro, comum das pessoas pouco informadas. Se você um acerto, eu poderia dizer que todo jornalista é um assassino, devido ao crime cometido há pouco tempo pelo jornalista da Folha de São Paulo. Portanto, sr. Leopoldo Siqueira, por favor se informe sobre o RPG antes de fazer esse tipo de insinuação. Você poderia até fazer um “desafio da bancada” com o jogo, ao invés de denegri-lo. Meu sogro, ao ouvir você falando, me disse “Ricardo, pára com esse jogo que é errado”. Devido ao que você falou, talvez até a família da minha esposa, assim como a família de diversos rpgistas mineiros, considere os jogadores como pessoas “erradas”.
Espero que leia pelo menos parte dessa mensagem no ar. Se esse programa realmente é democrático, a democracia só existe quando as pessoas são respeitadas. Sem respeito, ela padece.
Ricardo Gontijo