Os Domínios Humanos

Primeiro gostaria de agradecer à participação dos leitores nesta empreitada e tentar dar um retorno à altura dos mais de 20 comentários da última postagem. Porém, antes de continuar o Escrevendo um Cenário achei melhor repostar os motivos desta série para um melhor entendimento da sua proposta.

Proposta: Criar um cenário colaborativo que tem como princípios ser simples e divertido.

Desenvolvimento: Uma postagem a cada dez dias, apresentando material novo baseado no que foi apresentado e comentado no texto anterior.

Requisitos para Participar: Nenhum, apenas o tempo necessário para fazer um comentário aqui no Inominattus.

CRIAÇÃO

O COMEÇO
A chegada do Primeiro mudou para sempre o branco sem fim, pois com a sua vontade a entidade concedeu forma e substância para a existência. Cadeias de montanhas se ergueram enquanto mares delimitavam os continentes, a jornada do sol começou e logo foi sucedida pela vinda da lua, iniciando o dia e a noite. Satisfeito com a sua obra o Primeiro partiu, deixando para trás um Artefato dotado de uma parte do seu ser.

O Artefato não possuía consciência, mas reunia em si tamanho poder que modificava tudo a sua volta. Destas mudanças surgiu à vida, que no começo se apresentou como simples animais e plantas, mas que depois evolui para formas dotadas de sapiência e senciência. Estes primeiros seres, os Primordiais, tomaram o mundo para si e cultuaram o Artefato como seu progenitor, lhe dirigindo preces em troca de proteção.

Os Primordiais eram poucos em número, mas grandes em poder, estando cada um deles ligado tanto a um conceito abstrato como a um físico. A convivência destes seres era tempestuosa, não sendo raros os conflitos, mas de tempos em tempos a paz era estabelecida e uniões improváveis aconteciam. O nascimento dos mortais é atribuído a estes momentos, apesar da história ser bastante obscura neste ponto.

Os maiores entre os primordiais eram: Prometeus e ????

OS DEUSES HUMANOS E OS DOMÍNIOS DO SUL
Entre os Primordiais existia Prometeus, aquele que tinha o maior apreço pelos humanos e que compartilhou com eles o segredo da magia. Graças a este ensinamento, a raça prosperou frente às adversidades do mundo, erguendo os seus domínios na Península do Sul. Entretanto, a cobiça levou os humanos mais próximos a Prometeus a desejarem a sua posição e através do Artefato estes traidores o destruíram, absorvendo o seu poder e se tornando as primeiras divindades do mundo.

Diferente dos Primordiais, os deuses não se prendiam a conceitos e eram regidos por suas próprias vontades. Temendo a retaliação dos irmãos de Prometeus, as divindades humanas firmaram um pacto de auxílio mútuo, que foi o princípio para o surgimento do seu Panteão. Tais deuses se tornaram a base da civilização humana, instituindo a teocracia como governo e a escravidão das raças não-humanas como força de trabalho.

O poder absoluto do clero, associado à mão de obra escrava, trouxe a prosperidade para os domínios humanos, permitindo a construção de maravilhas arquitetônicas como o Canal dos Aquedutos que irriga as terras internas e a Muralha Perpétua que mantém as raças não-humanas do norte afastadas. O governo da civilização humana é descentralizado, dividido entre as cidades-estado que o formam, sendo cada uma destas ligada a uma divindade específica.

As cidades-estado dos humanos são em número igual ao dos seus maiores deuses.

OS PRIMORDIAIS E AS TERRAS DO NORTE
Após a morte de Prometeus, os Primordiais se afastaram dos humanos e de suas pretensas divindades, buscando refúgio no norte. Eles carregaram consigo o Artefato, tendo o partido em vários pedaços para impedir que fosse utilizado novamente pelos mortais. A maior parte dos povos não-humanos seguiu os Primordiais, pois também temiam os humanos e sua magia, e na vastidão destas terras eles ergueram os seus lares.

Com o passar do tempo, as desavenças passadas dos Primordiais vieram à tona e logo uma guerra sem precedentes tomou estes domínios. As raças não-humanas se tornaram os exércitos das entidades e tal conflito impediu a consolidação de um poder regente nestas terras. O sangue derramado pelas gerações que se seguiram alimentou a intolerância entre estes povos, tornando impossível quaisquer tentativas de paz.

O norte foi dividido em territórios, cada um deles regido por um dos Primordiais. As raças não-humanas se dividiram em clãs, que juraram fidelidade a uma das entidades ou vieram a se tornar bandos mercenários. Os conflitos são uma constante nestas terras, tanto para defender ou ampliar os territórios de cada clã, como para capturar escravos para serem vendidos para os humanos.

Os territórios do norte são: ??????

A CISÃO DA CIVILIZAÇÃO HUMANA

Os séculos de domínio do clero levaram a insurreição das academias de artífices e das casas mercantes nas terras do sul, dividindo as cidades-estado entre aquelas leais à igreja, que formaram a Teocracia Demiúrgica, e as hereges, que se uniram no Conclave Mek-Anothiano. A magia dos deuses não se mostrou poderosa o suficiente para conter os revoltosos, que equilibraram o conflito com o seu conhecimento alquímico e com o poder de suas máquinas de guerra. Após décadas de derramamento de sangue um tratado de paz foi assinado entre os dois grupos, delimitando assim as suas fronteiras e territórios.