Resenha – O Crânio e o Corvo
A Nova Tormenta
Segundo livro da Trilogia Tormenta, e na minha humilde opinião de resenhista e fã do cenário, o melhor dentre os três livros com folga, o Crânio e o Corvo nos apresenta os heróis que irão efevitamente enfrentar a Tormenta que chegou ao mundo de Arton no final do primeiro livro, o Inimigo do Mundo.

Aqui aprendemos que a Tormenta é uma tempestade mística que regurgita demônios de uma realidade paralela sobre um mundo medieval chamado Arton. Esta tempestade é governada por criaturas de poder imensurável chamadas simplesmente de Lordes, cujo objetivo é transformar tudo em lefeu – a substância do qual os próprios Lordes são feitos e que consumiu seu plano de origem por completo. Lá, desde a água até o tempo, tudo é lefeu. E eles querem fazer o mesmo aqui.
Mas Arton é um mundo de heróis, e eles irão se erguer para lutar pelo seu mundo. Neste livro somos apresentados à algumas figuras tarimbadas que marcarão forte presença no encerramento da história, como o guerreiro chato de tão nobre Orion Drake, sua esposa de sangue quente Vanessa e o anão pistoleiro, Ingram.
A escrita do autor, o gaúcho Leonel Caldela, continua carregada de ritmo e prosa, numa estranha combinação que as vezes soam estranhas a quem não conhece seu estilo, mas que logo forçam as páginas a voarem em suas mãos. O mundo é descrito de tal forma que muito mais do que apenas mostrar Arton, Caldela reescreveu o cenário. Transformando-o em alvo vivo, palpável e cruel.
As quinhentas e tantas páginas foram poucas para a quantidade de boas histórias inclusas neste tomo, e infelizmente, foi o gosto de quero mais que tornou o final um pouco inconclusivo, deixando perguntas e pontas soltas demais para serem respondidas no próximo e último livro da série, o Terceiro Deus.
| Print article | This entry was posted by Mephisto on July 17, 2009 at 10:47 am, and is filed under Rato, Resenhas. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |



































about 7 months ago
Já notou que os segundos ou os terceiros sempre são os melhores das trilogias?
O Império Contra-Ataca em Star Wars Trilogia Clássica, No Fim do Mundo em Piratas do Caribe, O Retorno do Rei em O Senhor dos Anéis (dos filmes — não tenho como dizer qual dos livros é o melhor, os três são fantásticos!)…
Só Matrix é uma exceção: prefiro muito mais o primeiro filme que os posteriores.
Já quando a história é mais longa, os últimos são os melhores, vide Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Nota Mental: preciso ler logo essa bendita Trilogia Tormenta!
about 7 months ago
Eu acho que é devido a espectativa… no caso, o primeiro livro sempre tem o papel de “meter as caras” no público, é algo meio tiro no escuro. O segundo já tem uma base, o que o torna quase “familiar”. O segundo é que cria toda a espectativa pelo desfecho… e é ai que geralmente os terceiros livros pecam um pouco. Se o cara não fechar bem a história, fica com cara de “tá, edaê” hehe ;D