Vampiros Luminosos

Antes de ler Crepúsculo, tenha em mente que este não é um livro de terror, e que não foi este o desejo da autora ao escrevê-lo (pelo menos não aos meus olhos). Uma vez liberto de toda e qualquer esperança de ter um livro de suspense ou horror em mãos, siga adiante e aproveite a história.

Crepúsculo, até onde me consta é o primeiro livro de uma série escrita pela autora que também não conhecia até ler, Stephenie Meyer. A história gira em torno de uma garota adolescente chamada Isabella Swan que para deixar a mãe divorciada livre para viajar com o novo marido, muda-se para a casa do pai, que vive sozinho numa cidade chuvosa chamada Forks.

Lá, passa pelo período complicado de adaptação à nova escola e a nova casa, conhece pessoas, faz amigos, se torna popular… enfim, um enredo digno de Malhação, com uma única diferença que é o pilar onde a trama de Crepúsculo se apoia: o interesse romântico de Bella é um vampiro.

Dali em diante a jovem passa por uma série de situações em que é confrontada com a idéia de ter se apaixonado por um morto-vivo que precisa se controlar para não beber seu sangue, e a autora apresenta sua própria visão do mito do vampiro. É uma leitura fácil de fim de semana, e ganhou pontos para mim por escapar bastante do clichê “vampiro das trevas” e tranformá-los mais em predadores e menos numa caricatura gótica-sofredora como já foi feito à exaustão por vários autores.

Um ponto que me deixou chateado foi a não conclusão da história no primeiro livro. Aparentemente, a autora queria criar uma espécie de Harry Potter para garotas, coisa que ao meu ver não tinha real necessidade.

Recomendo a leitura apenas pela curiosidade, não requer prática nem habilidade, tampouco um trabalho hérculeo para vencer as poucas páginas.