Goérpia
Goérpia
Olá a todos! Fazia tempo que não passava por estas bandas, não? Vamos tentar mudar esta situação. =)
Então, como alguns poucos gatos-pingados devem saber, estou desenvolvendo um cenário de fantasia chamado Goérpia. A intenção é faze-lo usando como base as regras do 3D&T, e tentar publicá-lo de maneira independente ou via PDF em algum canto do universo. Pretendo passar, por esta série de posts, algumas das idéias que venho tendo para o livro final. Basicamente, tratarei de 3 aspectos: “O Mundo em si” (apresentando raças, lugares e personagens), “Alterações de Regras” (mudanças no sistema, que considero apropriadas para o cenário) e “Projética” (ou ‘design’, se lhes aprouver).
O que eu quero é recolher as impressões/sugestões de vocês a respeito dos aspectos que tratarei por aqui. Agradeço desde já pela colaboração.
Enfim, uma pequena apresentação do mini-cenário.
A Idéia
Já faz algum tempo, eu vinha pensando vagamente na possibilidade de reunir uns personagens e raças que tinha criado. Nada que eu levasse muito a sério na época, nem tinha escrito nada a respeito. Era só uma idéiazinha guardada ali numa gaveta bem perto do subconsciente.
Algum tempo passou, e então, comprei o suplemento Galrasia: Mundo Perdido, pra Tormenta. Quando comecei a me aprofundar naquela leitura, pude visualizar o que era um trabalho bem feito. Não sei se foi porque o Cassaro já escreveu TANTO sobre aquele povo-dinossauro, mas a capacidade de sintetização que aquele livro tem me deixou impressionado! Em pouco mais de sessenta páginas, somos apresentados a um pequeno cenário completo, que pode ser aplicado em qualquer cenário maior, com raças, classes, personagens e ambientação próprias. Quando terminei o livro, tomei então minha decisão. Finalmente daria ouvidos aos pensamentos que me estavam guardados. Iniciaria meu próprio mini-cenário.
Uma vez li em algum lugar que, quando se cria um mundo, a primeira coisa que devemos pensar é no mapa. Bom eu já tinha pensado em um bocado de bobagens, mas realmente, as coisas precisavam se situar em algum lugar. Uma ilha então, como homenagem ao criador e criatura que me inspiraram a fazer Goérpia. Foi a hora de definir alguns parâmetros: queria um mundo que fosse fortemente baseado em conceitos espiritualistas, mas sem se tornar algo “dark-proibido-para-menores”, como Trevas ou Vampiro. Nada contra, eu adoro as duas ambientações (Trevas, principalmente); apenas é uma questão de ponto de vista. É um assunto que me interessa bastante, e que eu ainda não vi – ao menos de maneira relevante – em um cenário com a temática que quero aplicar; a fantasia com raízes “medievais”. Estava definido: Eu queria um cenário fantástico, com temática espiritualista, mas sem ser “trevoso”.
- Yes! Nós temos logo! o/
A Proposta
Resolvi então que Goérpia seria um lugar criado há pouco tempo (algumas eras atrás), e que ele ainda não estaria completo, por isto ainda mantendo uma forte ligação com o plano etéreo (lugar de onde os deuses/criadores de mundos pegam o material que usam para criar os planos materiais). Retirei do mundo tudo aquilo que já havia sido trabalhado demasiadamente por aí. A começar, pelos maiores ícones de jogos de fantasia medievalesca que existem: os dragões. Inexistem dragões cromáticos ou metálicos. Eles são substituídos pelos “Dragões de Plumas” que são baseados na figura do Coatl, criatura já conhecida dos possuidores de Livros dos Monstros por aí. Anões, gnomos, elfos e halflings não existem nem nunca existiram. Talvez algum dia, depois de centenas de milhares de anos de evolução, eles possam surgir como nativos, mas atualmente em Goérpia, apenas algum ocasional viajante planar pode pertencer a uma destas raças. Pra vocês terem uma idéia, eu queria tirar até os humanos, mas por uma questão de familiaridade (leia-se: medo de tornar o cenário alienígena demais), mantive-os. Entretanto, os humanos daqui não são “a raça dominante”. São um povo bárbaro, escravizado e humilhado, que apenas a algumas gerações começou a apresentar vontade própria para não se submeter às outras espécies.
Duas são as raças com maior poder/influência no cenário. Propositalmente, ambas localizadas em pontos opostos do mundo. De um lado, temos os dessan, parecidos fisicamente com os humanos, com a diferença de possuírem penas multicoloridas no lugar dos cabelos. Já chegaram a dominar praticamente o mundo inteiro em eras passadas, mas por algum motivo misterioso, perderam grande parte de seu domínio. Dizem que são descendentes diretos dos dragões de plumas, o que pode até ser verdade, devido à sua intensa ligação com o plano etéreo. No outro lado da linha (e do mundo), temos os yajne: mortos-vivos extremamente materialistas, expulsos de um outro plano, onde evoluíram apenas intelectualmente, deixando pra trás o aprimoramento moral. Tiveram a oportunidade de encarnar em Goérpia, como humanos, numa tentativa dos seres superiores em faze-los compreender com humildade seu estado espiritual. Não só eles vêm ignorando a oportunidade que receberam, como re-descobriram o ritual capazes de torna-los mortos-vivos, e de maneira aprimorada, utilizando-se da fusão entre seus corpos humanos e os dos dessan.
Ambas as raças clamam para si a supremacia sobre o mundo. Muitas guerras aconteceram nas últimas décadas, mas um recurso mágico mal-utilizado no campo de batalha acabou criando a área que adiou o choque derradeiro entre ambas as raças: Bem no meio da ilha, hoje encontramos uma extensa planície; um deserto gelado, amaldiçoado por barreiras de vento enfurecidas e praticamente intransponíveis: o Pampa. Área abandonada pelas espécies rivais por suas adversidades, e que vem se tornando, cada vez mais, lar dos humanos.
Ah sim. Eu falei agora a pouco de “Criaturas superiores”, mas não “deuses”. Há uma diferença. Pode até ser que os deuses, como nós imaginamos tradicionalmente existam, mas eles estão muito distantes, ou não dão a mínima pra Goérpia. Neste lugar, o mais próximo que se pode encontrar do conceito de divindade são os – aceito sugestões de nomes melhores – Divinais. Seres que atingiram patamares superiores de evolução, mas que apesar do grande poder que possuem, são apenas subordinados. Engenheiros do cosmos. Eles é que moldaram o mundo e os habitantes de Goérpia. A pedido de criaturas superiores.
Assim como o mundo em si, a magia de Goérpia ainda não está… completamente construída. Tornar-se um conjurador é algo muito complicado, que exige muito esforço, e uma vida inteira de devoção à causa. Não existe um mago razoavelmente habilidoso que não tenha trilhado longos anos no caminho da magia. Além disso, a maioria da população tende a mistificar e temer os conjuradores arcanos, o que não ajuda a popularizar o ofício. Não é que o uso da magia mortifique ou deforme o mago; apenas é algo bastante trabalhoso. Neste ínterim, personagens mais “mundanos” como guerreiros, rangers, bardos e ladinos possuem muito mais chances de prosperar.
Aí é onde encontramos os aventureiros. Seja atuando em algum lado do conflito entre as duas raças mais poderosas do mundo, seja liderando grupos de escravos fugitivos lutando pela liberdade e sobrevivência, ou ainda como seres das outras espécies que habitam o mundo, enfrentando desventuras para cumprir sua sina, os heróis muitas vezes se verão frente a frente com a oportunidade de mudar o destino de suas vidas.
Ou do mundo inteiro.
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about 3 months ago
=D
Genial, Oriebir!
Precisamos testar isso logo! A ideia de magos vulneráveis e a inconsistência da magia é algo que realmente me atrai. Torna o cenário mais plausível, charmoso.
Genial, mesmo.
about 3 months ago
Valeu Taegos! Que bom que gostou! =D
Estou até me programando pra organizar um PBM de Goérpia, mas ainda preciso apresentar alguns detalhes. O primeiro passo é mostrar as raças e ao menos um apanhado básico das cidades principais. No meio destes textos vou apresentando também as alterações de regras (sendo que a magia vai ser um dos primeiros).
E sim, sei que estou te devendo uns esboços de mapas…
about 3 months ago
Esse cenário tem um nome que me lembra uma DST